segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Um domingo no maracanã



Debaixo da diversão de um dia num estádio descobri meu talento incontestável para promover eventos.


Contei cada segundo pra chegar minhas férias. Bem disse o dia em que ela finalmente veio. Mas como tudo é perfeito, comecei as férias com uma virose maligna que me arrastou até uns hospitais.

Venci.

Estava pronto pra aproveitar as férias, contava com minha criatividade pra isso.

No geral, me fudi.

Todos os meus planos infalíveis caíram por terra. Sempre se chocando com detalhes que os tornava impossíveis, e por isso, muito mais interessantes.

Repensei todas as coisas que tentei marcar, o resultado é sempre o mesmo, 40% dos envolvidos em cima da hora aparecem com uma desculpa fajuta, um problema grave, morrem, ou esquecem completamente do combinado. Outros 40% vão, mas sempre dizem que está indo obrigado e reclama, sempre acham do que reclamar, me deixando assim completamente envergonhado e desapontado. 10% ficam chateados por eu não os ter convidado e 10% ficam chateados por eu os ter convidado.

Isso, obviamente, quando minha tentativa passa da fase do “vamos marcar”, o que acontece uma vez a cada 53 tentativas.

Imagine você que meu talento é tão incrível que convidei um amigo botafoguense doente pra estar na maior comemoração rubro-negra do mês. Gafe?! Não, falta de talento mesmo.

Maior prova do meu carisma é que desde que minha mãe parou de promover festinhas com painéis e personagens da Disney eu tento antecipadamente marcar algum tipo de comemoração pro meu aniversário, e certamente nunca consigo atenção suficiente pra gerar uma discussão em torno de possíveis locais interessantes, as coisas acabam dando errado e os amigos mais chegados, por pena, acabam indo a um lugar que foi escolhido por acaso.

Mas a pulga sempre fica atrás da orelha. E todos sempre querem que eu apresente um plano pronto, perfeito e impossível.

Então, se é para o bem de alguns, e felicidade geral dos mesmos, diga ao povo que desisto. De novo. Ou não diga, não tem problema.






P.S.: Ter uma camisa com seu nome estampado nas costas pode te render supresas bem agradáveis, como pessoas desconhecidas gritarem seu nome. Como se faz com uma estrela do futebol.


P.S.2: Mesmo que achem perda de tempo, absurdo, perigoso, fedorento, impróprio para filhos e netos, estar no maracanã lotado é sim uma experiência interessantíssima e super agradável.


P.S.3: 12 X sem juros de 129,90 nas lojas americanas!

Um comentário:

Lucas disse...

que dimensão foi essa que vcs foram parar, onde pessoas gritam o seu nome?
hueahuiehiuae

(e quase me arrastou pra afvela, sai fora!)